Recentemente, agricultores e representantes de grupos do Núcleo Centro-Sul da Rede Ecovida de Agroecologia participaram de formação voltada à organização e fortalecimento da Comissão de Ética do núcleo. A atividade foi realizada no município de Pinhão, no Centro-Sul do estado, e contou com a contribuição da Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural (Assesoar) e do Núcleo Sudoeste da rede.
A agrônoma do Coletivo de Agroecologia da Assesoar, Larissa Simão, participou da formação a convite da rede para contribuir com o processo de construção coletiva da comissão local. Segundo ela, o objetivo do encontro foi apoiar o núcleo na estruturação desse espaço, que é fundamental para o funcionamento do sistema participativo de garantia da produção orgânica.
De acordo com Larissa, a Comissão de Ética tem um papel central dentro dos princípios da Rede Ecovida, pois é responsável por promover o diálogo, a troca de experiências e as reflexões sobre a responsabilidade coletiva na manutenção da produção orgânica e agroecológica.
“O comitê tem a função de avaliar e validar os processos produtivos orgânicos das famílias agricultoras. É ele que realiza as visitas de verificação nos grupos e emite o parecer sobre a conformidade orgânica das famílias ou dos grupos que fazem parte do núcleo”, explica.
O Núcleo Centro-Sul é formado por cerca de 60 famílias agricultoras organizadas em oito grupos, distribuídos nos municípios de Pinhão, Reserva do Iguaçu e Bituruna. Cada grupo possui representantes que participam do Comitê de Ética, contribuindo para o acompanhamento coletivo das práticas agroecológicas.
Além da avaliação da produção orgânica e agroecológica, o comitê também verifica se as famílias estão atendendo às exigências da legislação para a certificação participativa, como a manutenção do caderno de campo, a organização da documentação e a participação nas reuniões e formações do núcleo.
A formação realizada em Pinhão reforça a importância da organização coletiva e do compromisso das famílias agricultoras com os princípios da agroecologia, fortalecendo os processos participativos que garantem a credibilidade e a qualidade dos alimentos produzidos pelas famílias vinculadas à Rede Ecovida.
Fonte/Foto: Assessoria





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