No último dia 15 de abril, a equipe da Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural (Assesoar) acompanhou a segunda audiência pública referente à ocupação Pinheirão, em Francisco Beltrão. A reunião ocorreu de forma híbrida e deu continuidade ao processo iniciado após uma visita técnica da Comissão de Soluções de Conflitos Fundiários do Tribunal de Justiça do Paraná, realizada em setembro de 2024. A primeira audiência aconteceu em janeiro deste
ano.
As famílias da ocupação residem há quase uma década em uma área marcada por enchentes e alagamentos frequentes, o que torna a situação ainda mais delicada. O encontro contou com a mediação
do juiz de Direito da comarca de Cascavel, Nathan Kirchner Herbst, acompanhado pela Defensoria Pública de Curitiba.
Diante das dificuldades técnicas e estruturais enfrentadas pelo município, especialmente em relação ao desassoreamento do Rio Santa Rosa, a prefeitura se comprometeu a estudar alternativas para a
realocação dos moradores. A proposta é que sejam apontadas áreas adequadas para abrigar as famílias, respeitando critérios de segurança e habitabilidade.
As famílias presentes demonstraram a expectativa de que suas opiniões sejam consideradas no processo de decisão, reivindicando participação efetiva na escolha de um novo local. Também foram
apresentadas diversas demandas urgentes, como a solicitação para que a Copel realize a adequação da rede elétrica na região.
Além disso, há preocupações relacionadas à saúde e segurança, como o esgoto a céu aberto, que gera mau cheiro, acúmulo de água suja, proliferação de insetos e riscos de doenças. Outro ponto crítico é o
perigo de desmoronamento de casas situadas nas margens do rio, reforçando a urgência de medidas concretas.
A audiência reforçou a importância da organização comunitária e da continuidade da mobilização popular na defesa do direito à moradia digna.
Fonte/Foto: Assessoria






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