O deputado estadual Requião Filho, eleito em 2022 pelo PT, já tem o aval definitivo para deixar a sigla sem qualquer prejuízo para o seu mandato. Baseado em carta de anuência assinada pelas direções municipal, estadual e nacional do PT, o TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) decidiu na segunda-feira, 14/04, por unanimidade, que Requião Filho pode se desfiliar do partido pelo qual se elegeu. Está encaminhada a ida dele para o PDT, a convite do líder nacional da legenda, Carlos Lupi, ministro da Previdência. Requião Filho quer ser candidato a governador em 2026.
Requião Filho e o pai, o ex-governador Roberto Requião, entraram no PT em março de 2022. Uma grande festa, com a presença do presidente Lula, marcou a filiação de ambos. Roberto Requião foi o candidato ao governo do Estado naquele ano, para garantir um palanque forte a Lula no Paraná. Com a reeleição de Ratinho Junior (PSD), Requião pai chegou a ser cogitado para um cargo no governo federal. Mas o convite não veio e a família Requião foi aos poucos se afastando do PT.
Roberto Requião fez duras críticas ao governo federal, sobretudo na área econômica. Em março de 2024, se desfiliou do PT e ingressou no nanico Mobiliza, partido pelo qual concorreu à prefeitura de Curitiba, numa disputa em que ficou no sétimo lugar. Requião Filho continuou no PT para manter o mandato, mas negociou sua saída sem prejuízo com as direções regionais do partido.
Com a anuência do PT, Requião Filho, que chegou a liderar a oposição ao governo Ratinho Junior na Assembleia Legislativa, buscou a garantia do TRE de manutenção do mandato. Ele não esconde o projeto de concorrer a governador e espera que o PDT seja a sigla que lhe garanta a candidatura. Para tanto, seus aliados consideram fundamental que o partido tenha candidato a presidente e apostam em Ciro Gomes para cumprir esse papel.
Fonte: Bem Paraná
Foto: Assessoria/Alep






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