O governo do Estado promoveu a soltura de 50 mil peixes nativos na bacia do Iguaçu, na represa da usina hidrelétrica de Salto Osório, no município de Sulina, no Sudoeste do Estado. A ação é do projeto Rio Vivo, da secretaria estadual do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), e ajuda a repovoar o rio. A ação aconteceu sábado, 22/02, e integra a segunda fase do Projeto Rio Vivo.
Além de benefícios para o ecossistema do Iguaçu, o evento promoveu a educação ambiental na região, pois reuniu dezenas de crianças de escolas municipais para participarem da soltura. Elas também ajudaram no plantio de mudas nativas.
O evento também contou com a presença de 60 barcos de pescadores esportivos da Copa Iguaçu de Pesca, da população lindeira e de autoridades municipais e estaduais. “Mais do que a presença das autoridades e dos pescadores esportivos, o destaque da ação foi a participação das crianças. Elas têm uma capacidade incomparável de replicar comportamentos aprendidos em ações ambientais desenvolvidas de forma correta”, disse Francisco Martin, da Superintendência Geral das Bacias Hidrográficas e Pesca, da Sedest.
O superintendente acrescenta que o trabalho com o meio ambiente envolve igualmente diversos setores, garantindo a reconstrução da natureza bem como a educação ambiental da população. “Tão importante quanto a recomposição da ictiofauna, é a participação da sociedade civil”, completou.
A próxima ação de soltura de peixes do projeto está prevista para 11 de abril no Rio Ivaí, em Japurá, no Noroeste. No evento, aproximadamente 100 mil peixes serão soltos.
O Rio Vivo é uma ação da Sedest em parceria com o IAT, executada pela Superintendência Geral das Bacias Hidrográficas e Pesca desde 2021. O projeto prevê a conservação das principais bacias hidrográficas do Paraná, otimizando os usos da água e trabalhando na recomposição da ictiofauna e na preservação dos ecossistemas locais.
A meta é repovoar as bacias paranaenses com 10 milhões de animais até 2026. Apenas na segunda etapa do Rio Vivo, que começou em novembro de 2024 com investimento de R$ 557,8 mil, é esperado que 2,626 milhões de peixes sejam soltos. No ciclo inicial, entre 2021 e 2022, foram 2,615 milhões.
Os peixes do programa são soltos em estado juvenil de desenvolvimento, por apresentarem um ótimo índice de sobrevivência. O programa também segue as medidas da Resolução Sedest/IAT nº 10, evitando a introdução de espécies exóticas nos rios e respeitando os critérios ideais para o repovoamento fluvial adequado.
Fonte/Foto: AEN/PR






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