Aproximadamente 5 mil trabalhadores da BRF (proprietária das marcas Sadia e Perdigão) podem cruzar os braços a partir deste mês. Eles ameaçam, através do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes Derivados e Alimentação de Ponta Grossa (STIMLACA), entrar em greve. O motivo estaria no não entendimento entre as partes sobre o reajuste salarial. Entre as reivindicações estão o reajuste de 4,6% e mais 3% de aumento real. Em contrapartida, a empresa estaria concordando com apenas os 4,6%.
Caso seja deflagrada, a greve mobilizará cerca de mil colaboradores em Ponta Grossa, 1,5 mil em Carambeí e três mil em Dois Vizinhos.
O presidente do STIMLACA, Luís Pereira dos Santos, explica que na próxima quinta-feira, 06/02, será definido o horário de início da greve na BRF de Ponta Grossa. A pauta de reivindicações, conforme ele, foi protocolada no dia 04 de dezembro do ano passado, “mas desde então a empresa tem adiado as negociações e tentado oferecer o mínimo possível aos trabalhadores. A proposta da empresa é um reajuste de apenas 4,6%, que não passa de uma reposição das perdas inflacionárias do período. Além disso, o aumento oferecido no vale-alimentação é irrisório: apenas R$ 15”, diz.
A pauta solicitada prevê piso único de R$ 2,1 mil, vale-alimentação de R$ 452, 12 kits de produtos de R$ 100, volta do plano de saúde Unimed e redução da jornada para 40 horas semanais.
O presidente destaca que a BRF teria condições de atender a pauta. Um panfleto que está sendo distribuído aos trabalhadores informa que “a BRF teve um excelente desempenho financeiro em 2024, com lucros significativos que permitiram investimentos no exterior, como a aquisição de 26% da Addoha Poultry Company na Arábia Saudita. Além disso, a empresa recebeu um benefício fiscal do governo brasileiro de R$ 488 milhões nos últimos 10 anos. No entanto, apesar desses lucros, a empresa não fez qualquer reajuste salarial que contemplasse aumento real de salário nos últimos 10 anos. Isso é inaceitável, especialmente considerando o esforço e o sacrifício dos trabalhadores durante a pandemia”, informa.
O material destaca ainda que “a empresa também mudou o plano de saúde, deixando os trabalhadores à mercê de atendimentos precários. Além disso, a lojinha da empresa, que deveria oferecer produtos mais baratos, está mais cara do que os mercados”.
Sobre a possibilidade de greve, a BRF informou que está em negociação com os funcionários.
Fonte: aRede
Foto: Prefeitura de Dois Vizinhos






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