O Paraná exportou um total de 14 milhões de dólares em frutas ao longo de 2024, o que representa um aumento de 33,9% em relação ao resultado alcançado em 2023, quando o Estado vendeu 10,4 milhões de dólares em frutas a outros países. Ao todo, foram escoados 63 tipos para 54 países, reforçando o dinamismo da produção paranaense. A classificação é em tipos porque maçãs e uvas, por exemplo, são vendidas in natura (frescas) ou secas.

Ao longo do ano, as exportações paranaenses de frutas chegaram a 14,4 mil toneladas, resultando em uma alta de 28,2% no volume vendido para fora do País. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MIDC) e foram organizados e tabulados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). As frutas que lideraram as exportações do Paraná foram o limão, a banana, o abacate, a uva, melancia e a manga.

Os números mostram um aumento consistente do setor ao longo dos anos, já que valor financeiro movimentado com as vendas internacionais de frutas em 2024 é o segundo maior da série histórica do Banco de Dados de Comércio Exterior do MDIC, atrás apenas dos 15,8 milhões de dólares alcançados em 2021.

Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o crescimento mostra que o Paraná tem uma produção de frutas em grande escala e com alta qualidade. “Este importante aumento da exportação de frutas reflete diretamente a melhoria técnica do setor produtivo do Paraná e os incentivos das políticas públicas por meio de infraestrutura, por meio de fomento, de apoio a crédito. Além disso, missões internacionais também são importantes porque abrem novos mercados para o Estado”, disse.

A União Europeia se mantém como principal destino das frutas paranaenses, com a Holanda atuando como importante hub de distribuição para o mercado europeu. O país recebeu 7,5 mil toneladas de frutas do Paraná em 2024, o que representa 9,7 milhões de dólares.

O segundo lugar ficou com a Argentina, um dos maiores parceiros comerciais do Brasil. Foram 4,5 mil toneladas exportadas para o país vizinho, totalizando 2,6 milhões de dólares. Na sequência, aparecem Uruguai (454 mil dólares), Espanha (266 mil dólares), Paraguai (174 mil dólares), Reino Unido (170 mil dólares) e Alemanha (161 mil dólares). 

As frutas paranaenses alcançam todos os continentes: além da Europa e América do Sul, chegam na Oceania (Palau), África (Angola, Serra Leoa, Gabão, entre outros), Ásia (Arábia Saudita, Tailândia, Hong Kong, Filipinas, Vietnã, entre outros), América Central (Panamá) e América do Norte (Canadá).

A fruticultura contribui com R$ 198 bilhões de renda no campo no Paraná, de acordo com a edição mais recente do Valor Bruto da Produção/VBP, de 2023. São 54,3 mil hectares de pomares com 1,4 milhão de toneladas de frutas, proporcionando um VBP de R$ 2,9 bilhões. A citricultura é a principal atividade e responde por 54% área dos pomares, 63,4% dos volumes produzidos e 34,2% do VBP estadual. São 392 municípios envolvidos, com Paranavaí, Carlópolis e Cerro Azul como carros-chefes.

O Paraná terminou o ano de 2024 com um saldo comercial internacional positivo de US$ 3,7 bilhões, obtendo o maior superávit financeiro da região Sul do Brasil no mercado mundial. O valor é o resultado de uma receita de US$ 23,3 bilhões obtida com exportações de produtos paranaenses e da aquisição de US$ 19,6 bilhões em produtos de outros países. Foi o quinto melhor resultado do País no período e o segundo melhor da série histórica recente, atrás apenas de 2023.

Fonte/Foto: AEN/PR

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