A Frente Parlamentar sobre o Pedágio no Paraná, da Assembleia Legislativa (Alep), solicitou formalmente, na última quarta-feira, 09/11, a suspensão imediata dos processos licitatórios para a concessão de rodovias no Estado (lotes 1 e 2). O pedido foi feito por meio de ofício encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ao Ministério da Infraestrutura e à Comissão de Transição do governo federal.

Em uma manifestação unânime, os deputados estaduais ressaltaram as recomendações e inconsistências mostradas em relatórios e documentos produzidos pela área técnica e pelo plenário do Tribunal de Contas da União (TCU), além de apontamentos feitos pelo Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura (ITTI) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que assessora a Frente Parlamentar.

O texto do documento destaca a necessidade da “discussão de novos parâmetros pela sociedade paranaense, que atenda o interesse público”. “E represente tarifas justas, aliadas às manutenções necessárias, investimentos e obras fundamentais ao crescimento do Estado, especialmente a urgência de duplicação de certos trechos, e para com a fiscalização segura e garantia de participação efetiva dos usuários e dos municípios impactados”.

“A posição anterior dessa Frente Parlamentar sobre o Pedágio em rechaçar o modelo híbrido ou com aporte, degrau tarifário e ausência de garantias, ainda se mantém, em vista de que não foram levados em consideração pela ANTT na elaboração da proposta apresentada ao TCU”, traz o ofício.

O coordenador da Frente, deputado Arilson Chiorato (PT), explica que as determinações e recomendações feitas pelo TCU para ANTT devem ser publicizadas em uma nova audiência pública oficial. “Também tem que ser ouvido o novo Governo, que tem proposta diferente para as concessões rodoviárias”, afirmou o parlamentar.

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) reforça a posição da Frente da necessidade de revisão do projeto e da retirada de amarras que reduzem a competitividade da licitação e, por consequência, geram tarifas mais altas.

“São amarras que beneficiam apenas às empresas como um degrau tarifário de 40% sem justificativa técnica, do aporte financeiro que limita os descontos, das tarifas oneradas pela garantia cambial e do risco de abuso das receitas estimadas”, enumerou Romanelli.

Para o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSD), o pedido da Frente Parlamentar é prudente, pois as tratativas devem ser realizadas com o novo governo. Segundo ele, por mais que os dois lotes já autorizados para licitação tenham seus editais publicados, não haverá tempo hábil para finalizar o processo licitatório ainda na gestão do presidente Jair Bolsonaro. “Vamos ter um novo governo e toda e qualquer tratativa na questão pedágio deve ser encaminhada pela equipe de transição do governo que está sendo formado. O novo governo precisa ser ouvido, pois qualquer iniciativa da gestão atual perde qualquer sentido”, pontuou Traiano.

Fonte/Imagem: Alep

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